Brasil

Tarcísio de Freitas admite erro sobre câmeras em fardas e promete reformas na Polícia Militar

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, admitiu ter errado ao criticar o uso de câmeras corporais pela Polícia Militar e destacou a importância do equipamento para proteger policiais e cidadãos. Ele também comentou sobre o policial preso por arremessar um homem de uma ponte, garantindo sua expulsão da corporação. Tarcísio defendeu reformas na PM, como reciclagem, armamento não letal e melhorias tecnológicas, prometendo ampliar o programa de câmeras, mesmo com a adoção gradual de novos modelos que permitem pausas na gravação.

Jeferson Lagares- Estágio DM

Publicado em 5 de dezembro de 2024 às 17:29 | Atualizado há 2 semanas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (5) que estava equivocado em sua avaliação inicial sobre o uso de câmeras corporais por policiais militares. Durante evento na zona leste da capital, ele reconheceu a importância do equipamento para proteger tanto os agentes quanto a população.

“Estou absolutamente convencido de que é um instrumento de proteção da sociedade e do policial”, disse Tarcísio, que também destacou que o programa não só será mantido, mas ampliado.

Caso do Policial que Arremessou Homem de Ponte

Ao comentar o caso do policial militar filmado jogando um homem de uma ponte na zona sul de São Paulo, o governador foi enfático ao afirmar que ele será expulso da corporação.

“Vai ser expulso da corporação, não tenha dúvida disso. Vai ficar preso”, afirmou. O PM foi detido na manhã desta quinta-feira após um pedido da Corregedoria da Polícia Militar à Justiça Militar.

O incidente não foi isolado. Nos últimos dias, a PM paulista esteve envolvida em outros casos polêmicos, como a morte de uma criança de 4 anos na Baixada Santista, a de um estudante de Medicina baleado em um hotel, e a de um homem atingido nas costas após tentativa de roubo.

Reformas na Corporação

Diante do cenário, Tarcísio defendeu mudanças na Polícia Militar para evitar abusos. Ele afirmou que a segurança jurídica para os agentes não pode ser confundida com uma permissão para descumprir regras.

“O discurso de segurança jurídica, que a gente precisa dar para os profissionais da segurança pública, não pode ser confundido com salvo-conduto para fazer qualquer coisa, para descumprir regra. Isso a gente não vai tolerar. Tem uma hora que a gente tem que chamar a corporação: Espera aí. O que está acontecendo? Vamos redesenhar isso aqui.”

O governador também mencionou a necessidade de reciclagem, compra de armamento não letal e estudos comparativos com outras polícias.

Novas Tecnologias

Este mês, a Polícia Militar de São Paulo começa a usar um novo modelo de câmeras que permite aos agentes interromper a gravação em determinados momentos. Especialistas têm levantado preocupações sobre a eficácia desse recurso, mas Tarcísio garantiu que a substituição será feita gradualmente e apenas quando houver confiança na tecnologia.

“Enquanto a gente não estiver seguro com relação à tecnologia, a gente não descontinua as câmeras que existem. Elas vão continuar em operação. (…) Só vai haver substituição gradativa à medida que estivermos muito confortáveis com a nova tecnologia.”

Tarcísio também fez questão de admitir publicamente seu erro inicial sobre o uso de câmeras.

“Eu era uma pessoa que estava completamente errada nessa questão. Eu tinha uma visão equivocada, fruto da experiência pretérita que tive. Hoje estou absolutamente convencido de que é um instrumento essencial. (…) Não tenho problema nenhum de admitir que eu me enganei e que mudei absolutamente a posição.”



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