“Sociedade precisa levantar a voz”
Diário da Manhã
Publicado em 15 de julho de 2016 às 01:46 | Atualizado há 9 anos“A sociedade brasileira precisa levantar a voz”, disse o vice-governador e secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, José Eliton, ao participar, na manhã de ontem (14), em Porangatu, no Norte do Estado, da instalação do Subcomitê Integrado de Segurança Pública Goiás/Tocantins (Subcomitê de Divisas). Ele disse que é preciso atacar “com muita força” organizações criminosas que agem na região, como o chamado “novo cangaço”. Planejar e fortalecer ações operacionais em áreas comuns dos Estados de Goiás e Tocantins integram o objetivo da iniciativa.
Ao lado do prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares, e do deputado estadual Júlio da Retífica, o vice-governador atacou a ineficiência das leis e o cenário de impunidade em curso no País, em especial, a “política de desencarceramento” que permite a reincidência, responsável por 80% dos crimes cometidos em Goiás. “É preciso, efetivamente, aplicar sanções a quem comete delitos”, diz. “Cada morte vilipendia a todos nós. Cada violência afeta o espírito de cidadania”, afirma. “A guerra é longa. Vamos continuar a agir com integração, coragem e rigor”, destaca.
A estrutura, voltada para a atividade operacional, será responsável pelo compartilhamento de informações, realização de planejamento, análise, diagnóstico e execução de atividades integradas, que proporcionam maior capilaridade entre as forças de segurança goianas e tocantinenses. As ações visam, principalmente, o combate ao crime organizado – tráfico de armas e drogas, e roubos a cargas e a instituições financeiras.
“Este é mais um passo importante do Pacto Interestadual de Segurança Pública Integrada, firmado pelos governadores e secretários de Segurança Pública dos Estados participantes”, relatou José Eliton, acompanhado do titular da secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) do TO, Cesar Simoni. Ele citou, por exemplo, a Operação Brasil Central Seguro, realizada na semana passada, com atividades em seis unidades da Federação, “e que apresentou resultados excepcionais”, pontuou ao ressaltar a importância de “traçar políticas estratégicas de compartilhamento de informações”.
Ao falar das ações integradas entre os Estados, Cesar Simoni elogiou o trabalho realizado pelo titular da SSPAP em Goiás e sua liderança como presidente do Pacto Interestadual de Segurança Integrada de oito estados do Brasil Central e Distrito Federal. “José Eliton é um homem honrado, de força, que contribui muito na luta pela derrubada dos criminosos”, afirmou. Junto com ele, participaram, também, representantes das diversas forças de segurança dos dois Estados, membros do Ministério Público de Goiás e Poder Judiciário, prefeitos de municípios vizinhos a Porangatu, além de representantes da sociedade civil.
Após a instalação do Subcomitê Integrado de Segurança Pública Goiás/Tocantins, o superintendente de Ações e Operações Integradas da SSPAP, Emmanuel Henrique Balduíno de Oliveira, assumiu o comando dos trabalhos que se estenderam por todo o dia. Dentre as discussões o planejamento de medidas efetivas de troca de informações e ações conjuntas entre as forças de segurança dos dois Estados.
Pacto Interfederativo
Na ocasião da consolidação do Pacto Interfederativo por Segurança Pública, ocorrida no início de junho, em Palmas (TO), os participantes decidiram por construir uma metodologia em que os Estados pudessem compartilhar informações e conhecimentos de inteligência, investigações, análise criminal e social para então buscarem uma forma de planejamento integrado e operacionalização das forças de segurança dos entes federados participantes.
Posteriormente, foi criado um comitê gestor em nível estratégico composto pelos secretários, comandantes e diretores das forças de segurança pactuantes. E ainda os comitês de planejamento e operações integradas e de inteligência para análise criminal e uma estrutura voltada às ações sociais conjuntas.
Subcomitês
Ao todo, serão criados subcomitês em nível operacional para executarem as ações integradas nas faixas de divisas, composto pelos técnicos das forças de segurança dos pactuantes, que vão atuar com base nos diagnósticos e decisões dos comitês de nível tático e orientados pelas decisões dos gestores estratégicos.
Em cada divisa interestadual serão criados subcomitês de segurança integrada compostos pelos regionais responsáveis das áreas de divisas, considerando o diagnóstico tático e realizando a análise situacional local, partindo da análise criminal, social e de inteligência. A meta é planejar, de forma integrada, sempre com o compartilhamento de informações, investigações e visando esforços no enfrentamento dos indicadores criminais de divisas definidos pelo comitê gestor.
]]>